A PALAVRA QUE RESTA

2 de maio de 2025

Quero deixar aqui meu beijo pra Stênio Gardel. Que livro! Que experiência! A Palavra que Resta é mais do que uma história; é uma cicatriz que se transforma em flor, uma ferida que se fecha sem esconder o que foi vivido. Stenio Gardel nos entrega um romance que é puro sentimento, uma narrativa que nos toma pelas mãos e nos leva ao coração de Francisco, um homem que carrega no peito anos de silenciamento, dor e vergonha, mas que encontra, enfim, a coragem para se reencontrar.

A escrita de Stenio é um espetáculo à parte. Ele constrói o texto como quem aprende a escrever, e isso não é apenas um recurso estilístico, mas a própria essência da história: um homem que, depois de tanto tempo, se permite colocar no papel o que nunca foi dito. Essa escolha narrativa nos coloca dentro da cabeça de Francisco, sentimos suas inseguranças, seu medo e, acima de tudo, seu crescimento. Ele vai se fortalecendo a cada página, e nós, leitores, crescemos com ele. A questão LGBT, tão central na trama, ainda é um peso cruel em muitos lugares. Em pleno século XXI, o amor entre pessoas do mesmo sexo segue sendo visto como doença, desvio ou falta de vergonha. O que Francisco viveu – a rejeição da família, a violência, a culpa imposta por uma sociedade que se recusa a enxergar a beleza do amor – ainda acontece todos os dias. Esse livro é uma denúncia silenciosa, mas, ao mesmo tempo, um abraço para todos que já se sentiram condenados por serem quem são.

Stenio Gardel nos lembra da força da literatura nordestina. O Nordeste, tantas vezes marginalizado, segue sendo um berço de histórias poderosas, de vozes que precisam ser ouvidas. Temos que valorizar nossos escritores, ler mais, indicar mais, falar sobre essas obras que nos atravessam e nos transformam. Agradeço ao autor por esse presente. A Palavra que Resta é daqueles livros que ficam dentro da gente, que fazem morada. Todo mundo precisa ler essa história. Todo mundo precisa sentir essa verdade. Até breve.

Um compilado dos últimos anos


Sempre amei escrever. Digo isso sendo sobrevivente dos tempos do fotolog, e que tempo bom. Lembro que o meu fotolog era o meu xodó maior, o user era RETRATO NATURAL. Eu assinava /retratonatural como boa fotologer (não me lembro se era assim que nós chamávamos). Bem, meu fotolog era dedicado a postar fotos em preto e branco de Marilyn Monroe e escrever basicamente tudo o que vinha na minha mente. Eu gostava daquela internet que não éramos bombardeadas a cada minuto com milhões de informações e principalmente, opiniões que ninguém pediu. Sei que a geração da vez sempre vai falar que antigamente era melhor, “a gente podia ficar na rua sem medo da violência” e tantas outras frases que já ouvimos dos nossos pais, principalmente no carnaval. Mas veja que doido: eu estou aqui escrevendo na internet que um “lugar” que não é um lugar era melhor antigamente. Doido. 

Mas aqui é pra ser um resumo dos últimos meses da minha vida. E estou escrevendo, ou melhor, digitando, com o meu filho de dois meses e meio dormindo no meu colo. Agora eu sou mãe, e esse é com toda a certeza o maior acontecimento da minha vida. Sendo como foi, é ainda mais importante estar com o meu bebê no colo. Ainda estou digerindo o meu parto, mas assim que minha cabeça estiver com tudo alinhado, eu volto aqui e coloco para fora. Contudo, eu agradeço por estar aqui presente. 

Em abril, foi aniversário da minha grande amiga e mentora. Ela já se foi, e não tem um dia que não lembre dela. Tem pessoas que realmente marcam a nossa vida e a nossa alma. Sei como ela estaria feliz e mimando meu menino… e sinto falta de deixar cartinhas e pedir conselhos. Eram quase cinquenta anos de diferença de idade, o que tornavam esses conselhos sábios e carregados de experiência de vida. Lembrei dela e lembrei também de uma fala de Siriús Black: aqueles que amamos nunca nos deixam de verdade. E é com esse atestado de potterhead, deixo um beijo pra ela.



Falando em Harry Potter, passei no doutorado na UFPE com um projeto sobre “o menino que sobreviveu.” Hoje, estou pesquisando sobre as narrativas transmidiáticas presentes em HP orientado por uma das melhores pessoas e professoras que já conheci na minha vida adulta. Que sorte. Quer dizer, no momento estou de licença maternidade e minha pesquisa no momento é: como fazer o bebê dormir a noite toda. Mas em breve voltarei com mais sobre tudo isso do mundo acadêmico. Nesse momento, as prioridades são outras. Na verdade, a prioridade é uma pessoa pequena que está aprendendo a gritar e colocar a mão na boca. 

Meus dias hoje se resumem a cuidar e deixar meu bebê de bucho cheio, limpinho e feliz. Tentar criar uma rotina com um bebê não é fácil e estou cansada de ver tantos vídeos na internet como se fosse algo normal um bebê ter as horas e movimentos marcados, como se fosse um relógio de adulto. É muito legal ver muitas mães doando seu tempo pra compartilhar dicas e o que deu ou não certo pra elas, mas muitas vezes isso gera uma ansiedade tremenda na gente. A mãe por si só já é insegura, imagina então uma mãe que nunca teve contato com um recém-nascido na vida. Essa sou eu. Mas a boa notícia é: estou indo bem e está dando tudo certo. 




Menos feed, mais vida: um lembrete que meu filho me trouxe

21 de abril de 2025


Tenho pensado muito sobre o tempo. Sobre como a gente perde horas preciosas nas redes sociais, como se aquilo fosse descanso ou distração. Entramos “só pra dar uma olhadinha” e, quando percebemos, lá se foi uma hora inteira rolando o feed, sem nem saber direito o que vimos. E, no fundo, é exatamente isso que eles querem: que a gente se perca ali. Mas estou me policiando. De verdade. Tentando viver com mais presença, com mais intenção. Porque a vida tá acontecendo aqui fora e, às vezes, a gente nem percebe.


João, meu filho, chegou pra me lembrar disso. Que o tempo é agora. Que desacelerar é difícil, sim, mas também é necessário. E que estar presente, de verdade, é uma das melhores sensações do mundo. Minha licença maternidade está sendo a primeira vez na vida em que realmente paro. Em que não tenho mil responsabilidades me puxando de um lado pro outro. Agora, minha única grande missão é João feliz, bem e de bucho cheio. E quer saber? Isso é transformador.


Voltei a ler com mais frequência. Cada página me devolve um pedacinho de mim. Um tempo mais meu. Um tempo real. Um tempo fora da tela. As redes sociais vão continuar existindo. Mas o que realmente importa está aqui, do lado de cá da tela. Tô tentando. Por mim. Por João. E, aos poucos, tenhoc redescoberto o quanto isso é bonito.


AQUI ESTOU EU DE NOVO E MAIS UMA VEZ

25 de março de 2024

 

Fonte: https://br.pinterest.com/pin/29554941282711703/

    A última vez que escrevi aqui foi em 2022. Tinha esquecido desse espaço que eu sempre amei e foi tão meu. E eu entendo e não estou de mal de mim ou comigo por esse tempo que estive fora. É normal estar fora de si um pouco e depois querer voltar como se nada tivesse acontecido e você simplesmente segue o baile.


    Tanta coisa aconteceu nesses últimos meses, coisas que mudaram e coisas que permaneceram semelhantes mas nada está igual. Perdi pessoas e ganhei também. Ganhei amigas a poucos minutos de distância que sempre sonhei na vida adulta. Mulheres que estão a literalmente 5 minutos de distância de mim e que estão para mim nesses tempos complicados e cansados. Aos 30 anos eu tenho amigas que posso ir encontrar andando, depois de ter a minha grande amiga que morava na rua atrás da minha casa em Brasília. Mas feliz. Isso é o mais importante.


    Muitas vezes começo a escrever aqui com um pensamento e no andar das letras acabo escrevendo sobre coisas que não havia pensado. Na verdade, digitando. Sim, escrever é o movimento que fazemos com o lápis ou caneta traçando aquela letra, bonita ou não tão bonita assim. Tem coisas que tenho aprendido nesses novos tempos com novas funções. Muita coisa mudou nesses últimos meses, já comentei por aqui, certo?


    E a verdade é que a mudança assusta. Isso é o maior clichê do mundo mas também é a maior verdade que temos na sociedade atual. Mudar sacode a gente de uma maneira que a gente nem consegue expressar com tanta clareza. E eu mudei.


    Eu estou no meu terceiro semestre do doutoramento, estou coordenando um novo setor do colégio em que trabalho (agora no pedagógico, e isso me trouxe imensas responsabilidades e ainda mais demandas pra minha vida), meu marido agora está em Salgueiro-PE e continuamos no esquema quase namorados (nos vemos a cada quinze dias) e posso dizer que a saudade é tão grande quanto os mais de 600km que nos separam. Eu estou lendo mais e estou em um clube de leitura com mulheres fantásticas e nós temos sábados e domingos incríveis. Eu estou mais segura e agora posso dizer que sou uma grande motorista pelas ruas do grande Recife. Eu estou sabendo estar sozinha, mas isso é papo para outro dia.


    A verdade é que quis voltar para o blog. Eu quero escrever. Eu quero escrever mais e registrar mais o que penso. E mais uma vez para mim e para as pessoas queridas que eu quero que leiam e também para quem chegou por aqui não sei como. 


    Eu agradeço por voltar. 

um ano de mestrado

10 de agosto de 2022

 

imagem: pinterest.com

eu nem lembro se eu escrevi aqui sobre a minha aprovação no mestrado, caso não, vou escrever agora pois estou inspirada. essa semana eu enviei a minha qualificação para a banca e me senti muito poderosa e com a esperança de que vou chegar muito longe. muitas vezes eu me saboto, eu não acredio em mim. e eu sei que isso é normal, eu sei muita gente também sente que não consegue, que poderia fazer melhor. estou em um momento da vida que continuo sim querendo fazer o meu melhor, mas eu não estou deixando de fazer por achar que não consigo. 


isso é uma grande mudança para mim. a minha ansiedade me bloqueia em muita coisa, mas ainda bem que nos mestrado, eu consegui fazer muita coisa que eu achava que faria melhor mas que eu não deixei de fazer. eu to me dando bem, a verdade é essa. e eu fico muito feliz em escrever isso aqui. mas tudo isso eu posso afirmar que também foi sorte, sorte em estar com as pessoas certas. tive sorte em ter uma orientadora humana, gentil, que me ajuda e me acolhe. tive sorte em conhecer e estar com as pessoas certas e posso dizer que fiz amigos. amigos que posso chamar para minha festa de aniversário para o resto da minha vida. eu espero seguir mais um ano feliz no mestrado e etc. digo etc pois eu quero mais. que bom! 

é muito ruim ver o fim chegar.

9 de agosto de 2022


fonte: https://pin.it/4P0hcYs

Minha mestra na educação, que me ensinou demais sobre como me colocar em sala com autoridade e também como ser gestora, está bem doente. Bem doente mesmo. Eu me pego muito triste às vezes pois é mais uma pessoa boa se perdendo nessa doença horrível que é o CA. Eu tento ajudá-la de todas as formas possíveis, e uma delas é fazer com que ela se sinta parte importante do nosso dia a dia e o que ela realmente é. Resolver coisas que ela pode e faz muito bem, como falar com alguns pais, dar aquele bronca na turma, falar na reunião. Ela é a pessoa que posso dizer que me ensinou quase tudo o que sei sobre como ter a confiança da equipe e ser uma boa coordenadora pedagógica. Ela está me ensinando para ficar em seu lugar, fazer como ela mas do meu jeito. Isso é lindo mas ao mesmo tempo assustador. Tô achando que essa thread é mais papo para o meu bloguinho do que para o Twitter, mas que fique registrado: eu a amo muito e cada vez que vejo que já já não vou tê-la por perto… acaba comigo.


foi isso que postei essa semana no twitter. estou em casa mais uma vez com o resultado de covid-19 positivo, mais uma vez. estou bem, sintomas muito leves, mas transmitindo. logo, tenho que ficar em casa e evitar contato com todos e todas no mundo. arrumei minha pesquisa para qualificar e já enviei para a banca, dia 29 de agosto eu vou me sentar para escutar o que preciso ou não mudar na pesquisa e como devo continar com tudo. to aproveitando esses dias em casa para organizar isso, fazer meu projeto de doutorado (não contei pra muita gente sobre isso, então se você está lendo o meu blog, meus parabéns pois você é um privilegiado). fiquei feliz com o áudio que recebi da minha orientadora sobre tudo isso, o que me deu um alívio. 


minha amiga, lucienne, antes de ser coordenadora e mestra em tudo, é minha amiga. está mal, e mesmo assim é fortaleza. mesmo assim  ela me apoia na minha caminhada, ela vai trabalhar mesmo com dor, ela vai trabalhar mesmo sabendo que esse esforço pode piorar ainda mais a sua situação. é uma força que nunca vi, talvez só em mainha... é força de mulher que já passou por muita coisa pra ser o que é hoje em dia. e eu acho que eu preciso fazer tudo o que puder para fazer com o que o tempo que ela ainda tem, seja mais fácil, mais leve. eu devo isso a ela. 


a verdade é que estou com medo. eu vou conversar tudo isso na minha sessão de análise também mas já entendi que escrever me ajuda demais. eu compreo um caderno para servir de diário. eu escrevi poucas vezes pois escrever de verdade demanda uma força maior do que digitar, são as modernidades da vida que muitas vezes mudam a forma com que lidamos com certas coisas. mas aqui no blog também é o meu diário, um diário mais exporto, lógico. mas ainda assim escrever aqui me ajuda a seguir em frente com força. 


eu preciso seguir em frente por ela, pela tia lu, minha amiga querida. ser forte por ela. 

31 anos

30 de julho de 2022

 
ilustração da @piscinhah


Acho que pelo momento que eu estou vivendo, estou começando a ver algumas coisas diferentes. Também pode ser o processo de análise, que eu já completei um ano e alguns meses. Sinto que me ajuda muito o fato de pensar nas coisas quando eu faço, não pra estar revivendo momento e pensar no que eu poderia ter feito diferente, mas me analisar como pessoa mesmo.

Acho que os 31 anos foram muito bem-vindos pra mim. Eu sempre quero escrever quando eu completar uma nova idade, acho que também isso tudo que eu sempre fiz sempre foi um processo de análise meu-comigo. Agora que eu estou percebendo isso. Que massa. 


Estou aprendendo todo dia mais a me colocar nos lugares, a falar com calma, a pensar antes de falar que é algo que pra mim é muito novo. Pensar antes de fazer as coisas. E várias vezes eu já consegui fazer uma coisa pelo meu imediatismo e quando eu penso eu volto atrás. Isso pra mim é muito lindo. Estou feliz pelos meus 31 anos.

Ansiedade.

 

gif: pinterest

bem antes da pandemia eu tive uma crise de ansiedade bem forte. lembro que acordei pingando de suor, tremendo, sem ar, o coração quase saindo do corpo, sem entender o que estava vivendo. pedindo ajuda ao meu amor. pegando na mão. buscando ajuda em um momento tenso e horrível que nunca havia vivido. foi uma crise de ansiedade. coisa nova para mim.


a pandemia chegou e parece que muita coisa mudou na nossa forma de encarar a vida e as pessoas, as relações mudaram e parece que ficamos ainda mais distantes das pessoas, e estamos achando isso já normal. não é normal, nascemos para as relações e somos sociedade por conta disso, pelas RELAÇÕES. difícil quando vejo pessoas que não respeitem a opinião do outro simplesmente por ser diferente, ou que querem que a sua opinião seja a mais importante ou a única que tenha valor ou coerência. o que aconteceu com a mesa de bar que conversava sobre política tomando cerveja e rindo? o que aconteceu com os amigos que conseguiam ter opiniões e argumentos diferentes e conseguiam conversar sem terem que ficar com raiva um do outro.

 

acho que as redes sociais também possuem grande parcela dessa culpa que carregamos. não só elas, o desejo de saber tudo e fazer tudo sempre. o sentimento de que tem horas faltando nesse dia, 24 horas não dá! estamos ficando doentes por isso. eu estou. o meu cardiologista disse que eu preciso desligar, eu preciso me desconectar, desacelerar, ou vai chegar o dia em que a chaga vai virar e eu não vou mais conseguir sem droga, sem remédio. eu não quero isso. não sou máquina, sou gente. 


não sou máquina. sou gente.

o cansaço que não tem descanso e morando sozinha pela primeira vez

24 de maio de 2022

fonte: pinterest

"janeiro chegou ao fim, e demorou." essa era a primeira frase desse texto. veja que já estamos em maio, no fim de maio, e eu ainda estou aqui nesse texto que seria escrito em janeiro. eu me sinto parada pela quantidade de demandas que existem e vão surgindo cada vez mais e mais. são prazo a serem cumpridos, são cursos a serem finalizados, coisas a serem escritas, enviadas, validadas. nesse momento me sinto bem quando tomo um banho, pego meu chá de camomila e vou pra cama ler um livro depois de conversar com o meu amor ao telefone.


minha vida deu uma virada completa nesses últimos tempos. pela primeira vez na minha vida, depois de 30 anos, me peguei morando sozinha pela primeira vez. é doido. é estranho, mas me sinto amadurecendo a cada dia, a cada leite que eu preciso comprar ou louça que preciso lavar, ou noite que durmo sozinha. acho que o relacionamento se fortalece também, com tudo o que se vive e essas vivências enriquecem a vida de um casal. 


estar sozinha é aprender também a estar apenas com você, se conhecer só com você. é novo, é estranho... mas é uma parte da vida que ajuda a gente a se tornar mais a gente. 


 

o peso do pássaro morto, aline bei

30 de novembro de 2021

 

imagem: lunetas.com.br

[contém spoiler] segundo o meu clube do livro, esse foi o livro mais triste que a gente leu esse ano de 2021. mas pela escrita perfeita da aline bei, ele também foi um dos nossos preferidos. o livro fala da morte, e fala da morte como algo que permeia a vida do ser humano. ele fala do encontro com ela desde criança, e mostra também como é importante a gente conversar de peito aberto e sem mentiras sobre isso com os pequenos, falando tudo na linguagem deles, lógico. 

"inspirado em um fato de sua infância, o livro de aline bei conta os impactos das primeiras perdas, ao acompanhar uma personagem dos 8 aos 52 anos. apesar de se tratar de uma obra voltada ao público adulto, diz respeito diretamente à criança (a que fomos e as que fazem parte da nossa vida), e pode ser uma leitura fundamental para quem lida com crianças e adolescentes, principalmente pelo grau de importância que a história dá a tudo aquilo que acontece nos primeiros anos de vida – na narrativa, essa é a base de uma série de acontecimentos que – é essa a impressão que fica – poderiam ter sido evitados." (lunetas)

também conversamos sobre a solidão da personagem, e como a nossa vida é frágil quando não temos algo ou alguém que nos acompanha e nos dê forças, alguém para conversar e confiar. a vida da nossa personagem é marcada por um grande trauma na adolescência. as cenas que lemos são agoniantes, principalmente para nós, mulheres. um estupro não denunciado, silenciado, que deixa feridas por toda a vida e fecha o seu coração para qualquer relação de carinho com outro ser humano, até o com seu filho; fruto desse crime. ela fica tão marcada que não consegue criar laço nenhum com o filho, com nenhum amigo ou amiga, nenhum coleca de trabalho... esse laço de afeto se cria para o vento, o cachorro que ela encontra na rua no caminho de visitar o filho depois de muito tempo. e ela volta para casa, para cuidar do vento.


a morte vai com ela sempre, ela fica cara a cara, ela entende todo aquela processo como parte da vida dela, do qual ela não consegue fugir. a aline bei consegue fazer com que a gente crie tudo em nossa mente e consiga enxergar a solidão. ela, merece todos os prêmios e todas as felicitações desse mundo, pois ela faz a gente ficar triste e se sentir bem por estar triste, pois estamos imersos naquelas páginas tão pesadas! eu me tornei fã dessa mulher, e prometo que durante a minha vida, vou ler tudo o que ela escrever. 


2022 o segundo livro dela "pequena coreografia do adeus" já está na lista de leitura e é um dos mais desejados. que coisa boa viver em uma época em que podemos ler a aline bei, me sinto privilegiada. 


Revisitando "O Senhor dos Anéis" [em atualização]

29 de novembro de 2021





Comecei a partir de um projeto do booktuber Christian Assunção a revisitar as obras de Tolkien. E agradeço demais por isso. É muito lindo rever em detalhes toda a estória criada por esse gênio da fantasia. Li agora em 2021 "A Sociedade do Anel" e realmente a gente entende como esse homem foi e continua sendo um gênio!

um capítulo sobre a desistente da academia

11 de setembro de 2021

gif: prosa de cora

hoje estava lembrando sobre como foi o meu 11 de setembro. eu tinha 10 anos. os 10 anos de 2001, não os 10 anos de agora, 2011. os 10 anos que as crianças viam desenho animado de graça toda manhã e não conversavam sobre coisas tão profundas como hoje em dia. será que estou sendo saudosista mais uma vez? 


eu sempre fui uma criança que gostava de ser criança, gostava de brincar de brinquedos e podia passar muitas horas sozinha vendo filmes da disney sem atrapalhar a faxina da casa ou o dia de ninguém. eu fui uma criança que sempre teve gosto e escolha, do que vestir e do que fazer no cabelo. eu fui aquela criança que já tinha cabelo cacheado mas mesmo assim pediu para "fazerem" mais de 80 cachinhos para o seu ABC pois a mãe tinha reservado um vestido princesa e quando essa menina foi provar ela viu um vestido tomara-que-caia cheio de pérolas ainda sendo bordado e disse que queria aquele. o vestido mais lindo do mundo. essa mesma criança que foi oradora da turma no ABC não tirou os cachos feitos pois estava se sentindo linda, depois não conseguiram "desembaraçar" esse cabelo e tiveram que cortar os cachos até a onde haviam conseguido, fazendo com que a criança sentisse uma dor gigante que até hoje lembra. atrás de casa, sentada no banquinho, esperando tirar os nós do cabelo. eu fui uma criança que amava brincar, que fazia a tarefa da escola na hora do recreio para ter mais tempo de ficar em casa vendo tv ou brincando de boneca com a minha irmã. acho que fui uma criança muito da rua mas também fui uma criança que gostava de estar sozinha. hoje ainda sou assim.


eu gosto de estar na rua mas me faço feliz sozinha, lendo ou vendo filme. eu me dou bem comigo, em todos os sentidos. poderia ser melhor, eu sei disso. tem muita coisa em mim que eu sei que poderia ser melhor. mas isso não me dimuinui nem me deixa triste. sei que se você me conhecerem, tem quase 80% de chance de você gostar de mim. eu sou simpáticamente simpática, menos quando estou com fome. 


eu sou uma mulher com os seus 30 anos que ainda não acredita que tem 30 anos, mas não pelo fato de amar desenho ou gostar de cores nos olhos e nos cabelos (digo isso pois nos 30 anos disse que queria ter o cabelo rosa, pelo trabalho e o medo do que iram pensar da adulta que não é tatuadora nem publicitária com o cabelo todo rosa, fez apenas mechas. mas sim, isso já é alguma coisa). ah, também fiz um sidcut que sempre quis e só tive coragem aos 30 anos. os 30 anos me mudaram? eu não sei. eu já fiz yoga, pilates, musculação, eu estou sempre parando e voltando projetos.


eu sou casada, meu melhor amigo é o meu marido e eu sou completamente apaixonada por ele desde que o vi de bermuda de azul, camisa de algodão, havaianas e um copo de plástico com uma cerveja duvidosa ali no centro de tecnologia e geocienências da ufpe. um futuro engenheiro que deveria ter sido historiador. ali eu não sabia que iria completar 10 anos contigo bebendo vinho no sábado a noite e vendo filme. 


eu sou canceriana, sou uma boa amiga, eu choro com facilidade. eu sou engraçada e eu não tenho medo de falar em público. eu gosto de conhecer gente e eu gosto de saber se as pessoas gostam de mim mesmo isso já sendo pauta de análise recorrente. jéssica maria oliveira, pernambucana que tem a bandeira de pernambuco de 1817 na parede da sala. que tem livros espalhados pela casa toda e que não toma café mas adora chá. a professora que tem vários perfis nas redes sociais pois gosta de compartilhar as coisas e é boa nisso, é tão boa que faz mestrado em educação tecnológica e pesquisa as redes sociais na educação e como as redes tem poder de compartilhar e mobilizar as pessoas. a que sempre tenta não ser mas acaba sendo bem individualista algumas vezes. em transformação todo dia? será?

análise

4 de setembro de 2021

gif - prosa de cora

eu estava mais uma vez em uma semana daquelas que você tem vontade de ir embora na cidade com uma mochila e pegar o primeiro ônibus sem rumo. mais um dos perrengues da vida adulta de quem trabalha em um emprego que ama mas que te deixa completamente louca e ainda inventa de fazer um mestrado em uma universidade pública que você passou mas tirou a vaga de alguém. 


as amigas sempre chegam com conselhos que se completam uns com os outros ou que são totalmente diferentes. terapia, análise, psicólogo, freud, divã. palavras que foram ditas e escritas muitas vezes pelo meu histórico de reclamar da rotina com áudios podcasts estilo valeŕia.


uma amiga de uma amiga que hoje virou amiga disse que conhecia várias analistas pois estava fazendo psicálise. foi a deixa. iria fazer análise pela primeira vez na minha vida. liguei a câmera, liguei o microfone. vanessa. chorei muito a primeira que falei com ela. chorei muito, a primeira vez que fiz análise.


eu estou com a vanessa desde março. toda quarta-feira eu tenho um encontro com ela. eu tenho um lugar seguro e sem julgamento. eu posso falar de tudo, eu posso lembrar de tudo. posso sonhar e contar a ela e juntas fazemos uma conexão com o meu momento.


eu queria que todo mundo fizesse análise, terapia, heiki, qualquer forma de alívio pela primeira vez. eu queria que todo mundo fizesse análise, terapia, heiki, queria que fosse possível para quem quiser e precisar. eu queria que todo mundo tivesse um lugar seguro para chorar. eu queria que todo mundo pudesse chorar sem medo.


 


 

verbete

24 de agosto de 2021

gif: prosa de cora

liberdade
sem pudores e sem padrão
na noite passada eu me senti liberta
chorar e rir ao mesmo tempo
junto ou só
estar bem com você na cabeça e no corpo
é difícil, mas é possível


leveza
eu gosto de me sentir sem compromissos
é o prazer de uma agenda vazia
o encontro com o equilíbrio
comer frutas e ver filme a tarde do feriado

orgasmo
olhar nos olhos e saber que você não está sozinho
que o presente é presente
é perto e é junto
respirar lentamente e ser feliz ali


curso escrita criativa - juliana amaro

3 razões para você passar o carnaval em olinda ao menos uma vez na vida (depois da pandemia)

21 de agosto de 2021

os quatros cantos de olinda - marcelo lima


1. olinda é linda. 

olinda foi a segunda cidade brasileira a ser declarada Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade pela Unesco, em 1982, e não é para menos. se você pesquisar no google você vai saber a quantidade de riquezas e história que as ladeiras contam, e o carnaval nessas ladeiras é algo que vai além desses textos publicados, é um mundo paralelo. onde só temos sorrisos, cerveja ou algo gelado (e muitas vezes não tão gelado) e muitos pés disputando um cantinho daquela rua que já foi pisada pelos nobres da antiga capital pernambucana. 


2. livre pra andar sem rumo coberto/a de glitter.


você tem hora para sair de casa e você pode ou não ter destino certo, mas é certeza que você não vai seguir o cronograma que você saiu de casa. tudo acontece e tudo segue um fluxo que só existe lá, na ribeira, ali na sé esperando a tapioca ficar pronta. ali você não precisa ficar triste se você perdeu algum bloco, já já outro vem, e esse pode ser melhor do que o que você perdeu, não se aperrei com isso, você vai sorrir. você pode andar como quiser, do jeito que quiser, brilhoso e brilhosa como quiser. olinda gosta.


3. você vai conhecer as melhores pessoas da sua vida e elas vão sumir em poucas horas.


essas pessoas vão passar por você apertadas, vão sorrir e vão embora com a multidão. quando você olhar nos olhos dela na passagem vai sentir que elas parecem com você, que elas estão ali para fugir do caos, para deixar que a festa da carne entre na alma e dure os 4 dias. essas pessoas são como você, elas amam olinda por ela permitir que tudo seja real mesmo sendo uma alucinação. tu vens, eu já escuto os teus sinais. alceu já sabia ali na sacada da casa, lindo, que nem olinda.


jéssica maria oliveira.


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texto escrito no curso de escrita criativa da juliana amaro.

Torto Arado, de Itamar Vieira Filho

16 de julho de 2021

 


Com toda a certeza, um dos melhores livros que eu li na vida. Torto Arado leva a gente pra uma história de pertencimento e luta, de Nordeste, de chão e de fé. Em 2018, o geógrafo Itamar Vieira Junior decidiu inscrever seu livro Torto Arado no prêmio LeYa, de Portugal. Venceu, e o livro foi publicado primeiro lá. No ano seguinte, a editora Todavia adquiriu os direitos e publicou o romance no Brasil. O sucesso, contudo, viria apenas no fim de 2020. Torto Arado venceu os dois principais prêmios literários brasileiros, o Jabuti e o Oceanos, no ano passado. E acabou conquistando as redes sociais. De acordo com informações fornecidas pela editora Todavia à DW Brasil, até agora já foram vendidos 100 mil exemplares. E isso transformou o até então desconhecido Vieira Junior em uma celebridade do mundo literário.
Acho que por ser geográfo, Itamar tem um olhar especial. Eu também vim da Geografia, na UFPE, foi meu primeiro curso acadêmico e eu sou o que sou por causa de tudo o que vivi ali no CFCH (Centro de Filosofia e Ciências Humanas) da UFPE. 
"O torto arado que dá nome ao livro é um objeto que, usado pelos antepassados das protagonistas na lida com a terra, atravessa o tempo para representar essa herança escravocrata de tantas desigualdades. Narrado primeiramente por Bibiana, depois por Belonísia e, na terceira parte, por outra personagem, uma encantada, o romance já começa com o clímax de um acidente: crianças, as duas irmãs —filhas de Zeca Chapéu Grande, um líder comunitário e espiritual— encontram uma faca da avó Donana. A partir daí, a linguagem, central na narrativa desde a prosa melodiosa com que o autor escreve, torna-se ainda mais importante. O não dito é tão importante quanto o que está impresso no papel. Uma irmã torna-se a voz da outra, e, como estão descritos os gestos, mas não as palavras das personagens, o leitor não sabe quem foi mutilada até chegar a um terço do romance." (El País)
Lendo Torto Arado, lembrei do meu primeiro artigo científico, que escrevi em 2011: TERRITÓRIOS DE COMUNIDADES NEGRAS RURAIS QUILOMBOLAS: O CASO DE ONZE NEGRAS – CABO DE SANTO AGOSTINHO – PE. No artigo, abordamos a comunidade do quilombo Onze Negras situada no município do Cabo de Santo Agostinho, que buscou o reconhecimento de sua identidade e a segurança jurídica de seu direito à propriedade para romper a prática da segregação espacial. Outrossim, por ser uma comunidade rural, ainda vigora em Onze Negras problemas negativos, que impedem o desenvolvimento social da comunidade. Este trabalho trata da formação de um povo, uma sociedade singular. Busca mostrar nos dias de hoje, como é o modo de vida de uma comunidade quilombola, apresentando, assim as relações atuais da interação quilombo-cidade.
O artigo não só serviu para mostrar a história, modo de vida e as relações da comunidade com o município do Cabo de Santo Agostinho, como também para se refletir acerca do abuso que tem ocorrido com os remanescentes, que em muito lutam e lutarão na preservação de sua tradição, e por isso merecem o nosso respeito, principalmente frente ao desenvolvimento.
O artigo se encontra nos Anais do SINGA 2021 (http://singa2011.ufpa.br/ - http://www.lagea.ig.ufu.br/anais.html)
O livro me emocionou demais, em todos os sentidos. Espero que todo brasileiro tenha a oportunidade de ler um dia. Muito obrigada por tanto, Itamar!

30 anos

13 de julho de 2021

 




Cheguei aos 30 e muito bem, obrigada. E eu escrevo isso aqui com toda humildade desse mundo. Nesses últimos tempos vivemos momentos muito delicados, tristes, não foi e ainda não está sendo fácil conviver com uma pandemia com tantas mortes e tantas pessoas que continuam passando por dificuldades e sofrimento todos os dias. Por isso eu digo que cheguei aos 30 anos com louvou. Eu tenho saúde, eu tenho trabalho, minha família está bem. E isso é o que importa. Trinta anos é uma idade bem reflexiva, né? A gente parece que se sente mais madura, pronta pra tudo. Mas é lembrar que a maturidade vai vindo todo ano mais um pouco, todo ano mais ensinamentos, mais experiência, mais autoconhecimento. Esse ano comecei  a fazer terapia e isso tá me ajudando demais, quando dizem que todo mundo deveria fazer terapia, é real. Voltei a ler com prazer e todo dia, me sinto feliz no mestrado, estou conseguindo melhorar muito meus posicionamentos no trabalho. E assim estou caminhando. 




Nesse momento, eu só posso ser grata. Grata pela minha vida, pela minha família e pelo o que tenho. Sou grata também por ainda ter esse espaço virtual pra mim, para guardar meus pensamentos, angústias e vivências. Gratidão!










Meu 9 de julho aconteceu da melhor forma, com os que amo e da forma que amo. Nada melhor do que comemorar com Harry Potter. Mais cringe impossível!

Pipa, RN.

21 de outubro de 2020


 

Pipa realmente é um paraíso, sem mais. Fomos para Pipa pela primeira vez e foram dias maravilhosos, conhecemos muitas praias incríveis, além do centro ser muito bom para passear e comer. Apesar de todos os protocolos sanitários, conseguimos passar bons momentos por lá. Vou contar um pouquinho de como aproveitamos dois dias e uma noite em Pipa. Logo antes de viajar, pesquisamos bastante sobre o local no Youtube e em sites de viagens. Reservamos nossa pousada pelo Booking.com, uma semana antes de pegar a estrada. Fizemos um pequeno roteiro também para não perder tanto tempo pesquisando o que fazer, e também compramos o ingresso do Mirante Sunset Bar pela internet, dois dias antes de irmos. 


Mirante Sunset Bar





 A gente paga pela vista mais do que tudo no Sunset, é realmente único. O ideal é chegar cedo para pegar um bom local, pois estão recebendo menos pessoas no momento. O preço é bem ok para o que o local oferece, pagamos R$101,00 por um balde de Heinkein e uma batata frita com bacon bem servida, valeu a pena. Lembrando que o ingresso do Sunset você pode comprar antecipado, pagamos R$64,00 para o casal.

Centro de Pipa 







O centro é um encanto, as ruas são super estreiras e bem arrumadinhas, muitos restaurantes e bares. É tudo perto e você consegue andar por tudo em menos de meia hora, tem uma pracinha bem simpática bem no centro. O ideal é andar sem pressa, conhecer tudo. Como ficamos duas noites, andamos por tudo várias vezes. Antes de irmos, vimos vários vídeos sobre o que fazer em Pipa. Esse aqui explica tudo bem direirinho.



É preciso atenção se você precisar andar de carro. Por essa razão, optamos por uma pousada bem na rua principal: Av. Bahia dos Golfinhos. Ficamos na Pousada Sol da Pipa, pagamos R$411,00 por duas diárias, incluindo estacionamento (fica bem pertinho da pousada). 

Comidinhas


Comemos no EL BODEGON um hambúrguer delicioso, uma pizza perfeita no PIZZARIA DA PIPA e almoçamos uma peixada maravilhosa no RESTAURANTE SOL DA TERRA. Destaque para as empanadas deliciosas no BOTECO ARGENTINO, fica bem no finalzinho da avenida principal. O centro também tem muitas sorveterias, tomamos sorvete numa Sorveteria Artesanal Real de 14.



Praias - Centro, Baía dos Golfinhos, Madeiro e Praia do Amor.









Praias lindíssimas, fiquei realmente encantada com todas que fomos. A minha preferida foi a Baía dos Golfinhos, a gente viu mesmo os golfinhos! Andamos por todas elas pela areia, você consegue caminhar por todas sem grandes problemas. O ideal é checar a tábua da maré pois quando ela está alta, você não tem como passar pela areia. A Praia do Amor é ideal para surfistas, muitas ondas fortes. Ficamos por lá já no finzinho da tarde, e de lá fomos ver o pôr do sol de uma duna pertinho, fomos caminhando. As praias são de uma beleza sem igual, a viagem já vale só de você conseguir tá perto de tudo isso.

Obrigada, Pipa. Voltarei mais vezes!


Pequeno Manual Antirracista, Djamila Ribeiro

20 de outubro de 2020

imagem: medium

Dez lições breves para entender as origens do racismo e como combatê-lo. Neste pequeno manual, a filósofa e ativista Djamila Ribeiro (
@djamilaribeiro1) trata de temas como atualidade do racismo, negritude, branquitude, violência racial, cultura, desejos e afetos. Em dez capítulos curtos e contundentes, a autora apresenta caminhos de reflexão para aqueles que queiram aprofundar sua percepção sobre discriminações racistas estruturais e assumir a responsabilidade pela transformação do estado das coisas. Já há muitos anos se solidifica a percepção de que o racismo está arraigado em nossa sociedade, criando desigualdades e abismos sociais: trata-se de um sistema de opressão que nega direitos, e não um simples ato de vontade de um sujeito. Reconhecer as raízes e o impacto do racismo pode ser paralisante. Afinal, como enfrentar um monstro desse tamanho? Djamila Ribeiro argumenta que a prática antirracista é urgente e se dá nas atitudes mais cotidianas. E mais ainda: é uma luta de todas e todos. (Google Books)

Depois que li esse livro muita coisa que eu pensava passou a ser ainda mais importante e a fazer parte da minha fala e da minha vida. Estamos vivendo um momento histórico, na verdade, há tempos precisamos nos posicionar e fazer valer a ideia é o ato de ser ANTIRRACISTA. É importante e necessário entendermos, refletirmos e lutarmos por isso.  Acredito que esse tenha sido o livro mais importante que li em 2020, e agradeço a Djamila por ele. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

29 anos.

9 de julho de 2020



Hoje não é um dia como outro qualquer, é 9 de julho. Sim, é o meu aniversário. Não só meu, mas de muitas pessoas amadas, em especial da minha amiga de vida Renata Cavlcanti, que tanto amo e confio. Esse dia me reflete renovação, esperança e mudança. A gente já aprendeu muito em 2020, um ano completamente diferente dos últimos que a gente viveu. Diferente pra todo mundo e pra mim ainda mais, pois eu finalmente consegui colocar pra frente alguns projetos que estavam em meu coração e na minha cabeça. O @educandojunto é um deles. Vê-lo crescendo, alcançando pessoas, impactando educadores de alguma forma é uma das maiores alegrias que já senti na vida. E sou grata por isso. Ver o @livroamigonline cheio de livros postados, fazendo contato com outros leitores é lindo. Voltei a ler como antes, e isso já valeu o ano. Minha relação com os meus está ainda mais fortalecida e verdadeira. Sou feliz por isso, pela vida, pela minha casa, meu casamento, minha família, pela saúde dos meus e pelas pessoas que amo, de antes e de agora. 29 anos. Gratidão.

 
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